XIS da questão
A violência se banalizou
em qualquer parte no mundo. Na medida em que a população aumenta a violência
cresce vertiginosamente. Ultimamente, a
violência aumenta em proporções maiores do
que as próprias consequencias da conurbação. O planejamento social do governo
já ficou atrás faz tempo. Acontece que esse problema poderia ser bem controlado,
minimizado quase ao extremo exceto o improvável. E isso não ocorre por quê? Eis
o xis da questão.
Uma das razões relevantes
que trouxe a discussão é a luta de classe existente em nossa sociedade dividida
em dois campos distintos: o proletariado-no sentido mais amplo-, e a burguesia.
A sina do proletariado é, e tem sido há séculos, carregar o fardo de um trabalho
físico e doloroso do qual proveem seus frutos não para eles, mas para a outra
classe privilegiada que possui propriedade, autoridade e os produtos culturais
como ciência, educação, arte, ou seja, a burguesia.
E pertence a essa classe
os estudiosos com mestrado e doutorado na área que imaginam ter fechado a
equação do mundo perfeito no ambiente universitário agindo com um intuito
diferente na solução da violência. A luta de classes é mais importante do que ver bandidos na cadeia e
cidadãos honestos em paz. Um mal necessário, isto é, aquela ideia de
manter-se um clima de caos controlado, pois o fim da violência mataria de fome
a fonte segura da classe dominadora, da mesma forma que acabar com o problema
da população de rua tornaria muita gente sem função da noite para o dia. Isso é
ridículo.
Pouco do que é produzido dentro de um campus
universitário necessariamente tem de se reverter para a sociedade em forma de
políticas aplicadas. Porém, engana-se quem pensa que os especialistas não têm
soluções na ponta da língua. Eles têm: entre elas, abrandar penas, tornar a
vida dentro dos presídios num espelho da vida aqui fora, diminuir ao limite
mínimo a população carcerária, enfim, restringindo-a preferencialmente a
criminosos contra o Estado ou contra as minorias.
É revoltante saber que a sociedade paga o desenvolvimento científico dos caras e o diagnóstico feito por
eles acerca da segurança pública não corresponde à realidade cujo papel é o principal
norteador. Além disso, eles influenciam a imprensa, esta influencia as polícias e os governos que ficam mais
preocupados em esquivar-se de críticas do que em aumentar a segurança da
população nas ruas.
O indivíduo que chega àquela classe com forte poder no desenvolvimento da nação e senso de justiça, que tende a ser engolido
pelo emaranhado complexo na administração da sociedade, justifica o seu desvio
ideológico comportamental ou significa um comprometimento individual exacerbado
a ponto de pensar: foda-se o bem comum? Ou nem um nem outro...rs

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