País Livre







E a onda de protestos continua em São Paulo. É manifestação sobre a saúde, a segurança pública, o transporte coletivo, enfim, de diversos componentes da sociedade mostrando o descontentamento da população contra o governo incompetente dos Tucanos.

São tantas razões (dentre elas a corrupção que leva o povo a revoltar-se) que todos os dias há motivos para protestos.

Mas vamos começar debatendo sobre o ponto de vista dos profissionais da informação: os jornalistas. Ontem, um fotógrafo foi atingido no olho por uma bala de borracha correndo sérios riscos de ficar cego! 

Agora pergunto: até aonde vai nosso direito à informação? Quais as condições de trabalho que essas pessoas são obrigadas a trabalharem? Tempos atrás um repórter estava subindo a favela junto com a polícia e mesmo de colete foi morto por um tiro de fuzil no peito.

Outro ângulo importante são os próprios manifestantes. Alguns sem motivo de causa abusam do anonimato para cometerem crimes... E quem sofre mais é o povo (inerte, calado) quieto em suas casas, trabalhador, porém com medo de lutar por seus direitos.

A situação das polícias também não é simples. Exigir total controle emocional da polícia numa situação daquela quando um companheiro esta correndo o risco de morte é difícil. Todos esperam voltar aos lares sãos e salvos.

Uma forma legítima de o povo manifestar que certamente surtiria efeito é boicotar os serviços públicos. Paralisação total das demandas... Aí sim obrigaria o alto escalão a sentar e planejar outra solução. Mas para isso é necessário o apoio de outras classes e não somente a atingida.

E no estágio da democracia em que estamos seria pedir demais. Enquanto isso os sanguessugas permanecem intocáveis e nós ficamos aqui embaixo se digladiando e suando para sustentá-los.

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