A escolha é algo inerente em nossas vidas. Desde uma simples ação sobre o momento certo de tomar um banho a uma difícil escolha entre mudar de país, romper um relacionamento amoroso ou abrir mão de uma herança, há infinitas possibilidades para cada escolha. Obviamente a visão de mundo sobre o mesmo tema é diferente para cada pessoa, mas cada preferência trás consigo suas consequências boas ou ruins. Para uns pode ser simples doar o prêmio de uma loteria, por exemplo rs. O ponto de reflexão é o que envolve a influencia preliminar à decisão. O que de fato tem peso de qual caminho deve ser seguido. Ai é que tá. Tomamos escolhas pautadas no que acreditamos. O campo mental é formado por crenças do que achamos ser o certo. Nem sempre o que aprendemos na infância ou na atual fase da vida é necessariamente correto e prescinde de ser analisado. Tudo o que chega ao nossos cinco sentidos deve ser apurado. E vou além: a maior parte de nossas vidas são administradas por algo além de nossos sentidos, ou seja, por regras invisíveis a nossa percepção material (conteúdo para outro texto). 

 Por isso a importância de buscar a compreensão da realidade última. Por que ela existe? Quem a criou? O que estamos fazendo aqui? De onde viemos? Para onde vamos? Qual o nosso propósito de vida? São respostas que esbarram em crenças limitantes de como o mundo material funciona. Limitantes porque sua realidade não mudará enquanto não mudar suas crenças. O mundo nos apresenta, por exemplo, propositalmente, que existem diferentes realidades para ser seguida, intencionalmente bombardeando as pessoas com crenças que são boas apenas para manter os negócios que regem a sociedade erroneamente funcionando. E como se despir dessas crenças limitantes e, consequentemente, fazer a escolha correta? Testando a veracidade de tudo o que chega até nós. Não digerir ou disseminar algo rapidamente sem antes constatar se é real. Há regras universais do Todo que ditam como as coisas devem funcionar. Traçar um caminho dissonante disso acarretará problemas inevitavelmente. Então, como entender a realidade de cada situação antes de escolher? Como enxergar as entrelinhas de cada circunstância da vida?  Como ver a realidade nua e crua de como ela sempre existiu em detrimento do acharmos como ela realmente é? Quanto mais distante da realidade última são suas decisões, maior é o peso das consequências. Uma das primeiras coisas que devemos buscar é sempre duvidar de nossas atitudes. É aquele pensamento de: será que estou certo? 

A busca pelas perguntas e respostas corretas nos levará a escolhas de vida mais alegre e próspera. Isso requer um trabalho de  humildade constante. Uma das virtudes cruciais nesta jornada de encontrar a si mesmo e ter mais proximidade com a realidade plena. Em cada decisão existe a atitude mais coerente e correta a ser feita. E o que nos afasta dessa decisão é o nosso próprio ego. Eu quero ser assim, quero fazer do meu jeito, e não de como deve ser feito para o bem da família e da coletividade. É uma busca incessante equilibrar sua decisão com àquela de contribuir para o bem de todos. Há diversas ferramentas para nossa elevação espiritual. Basta o indivíduo buscar esse conhecimento e aplicá-lo aos poucos. Tenha mais responsabilidade sobre suas escolhas. Independente se ela for simples ou difícil. Não adianta acreditar que algumas escolhas independem de nós. Todas, absolutamente todas, trarão consequências devidamente proporcionais a nossa consciência sobra a real situação e a maior fatia da responsabilidade será sempre sua. Seria infrutífero colocarmos a culpa em alguém ou no imponderável para justificar tal atitude. Reflita sobre qualquer atitude, pois ela indicará seu destino.

 


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